Friday, 18 May 2012




A gente cresce!
O mundo continua do mesmo tamanho!
A gente sofre e faz de conta que esquece.
A gente sabe e faz de conta que é estranho.


A gente cresce!
O que não muda já não tem cabimento!
O que não passa já não tem mais sentido!

Dentro de nós
temos nossos destinos.

Dentro der nós
temos nossa dor
propulsora.

Dentro de nós
infinitos sentidos.

Dentro de nós
temos nosso jazz
que nos doura.

A gente cresce!
O mundo continua dando conta mas xia!

smoke and drinks and dreams and lies



I don't know why.
I don't know by whom,
It was told you...
Someone told you
I wouldn't drink anymore...
I wouldn't smoke anymore...
I would change!
I would change!

I'm so sorry!
This story,
it can't be.
That's not me.

I've got many
more important things
to think about right now,
like love...

Why do I love so much
if I can't touch
my love!

so much smoke...
so many drinks...
so many dreams...
so many lies...
so many we...

Wednesday, 25 April 2012

Era hora!



 








Era hora!
Escutaram sua prece!
Mas, menino!
Quase que não acontece!

E agora?
Que fazer com tanta graça?
Ah, menino!
Pra isso que o tempo passa!!

Sê feliz!

Saturday, 14 April 2012

A gente cresce
O mundo continua do mesmo tamanho
A gente aperta e faz de conta que esquece
O mundo gira

Friday, 13 April 2012

Saudade do futuro

Meus anos oitenta
viram você nascer,
trouxeram meu violão,
fizeram de mim o rico que sou.
Ma eu nem imaginava chegar aonde eu tô.

Meus anos oitenta
viram você nascer,
trouxeram meu violão,
fizeram de mim o rico que sou.
Mas nem imaginava chegar aonde tô.


Num sonho, um sonho!
Um sonho em sonho!
Um sonho...
Um sonho de verão!


Em pleno inverno inverno!
Inverno inverno!!
Inverno de ilusão...

Se é realidade, quero saber
se é realidade, prova pra eu ver!
Deixa eu saber!!

E Paris?!
Vamo vê!

Lá vêm lá!!

Meus anos oitenta!
Meus anos oitenta!

Meu sonho, me agüenta,
que eu tô pra cobrar!
Realizar! inda mais!

O que eu quero
não se pede.
Se faz!!

Meus anos oitenta!
Meus anos oitenta!
Meus anos oitenta,

Eu juro que é saudade
do futuro!

Wednesday, 2 November 2011

Sei que o motor da flor
Só meche à gasolina
E que a bilirrubina
Me voa sem sabor.

A torneira que pinga
Solta na gota um gozo
E, se o peido é gostoso,
Catinga furtacor.

Vegeto é certo, mas eu só vegeto
Pra fotossintetizar a tua sempre eterna animaleza.
E não te esqueças de que só vegeto

Pra fotossintetizar a tua sempre eterna animaleza!
Hoje acordei
suspirando e rindo à toa eu acordei
                querendo viver.
acordei assim, querendo viver

mais do que de pé,
cabeça nas nuvens, ando a levitar
pensando em você!
                pensando no que sonhei com você!

Melhor, só se você estivesse aqui...
Melhor, só pertinho de você...
Melhor, só quando eu acordo em cima de ti...
Melhor, vem que eu mostro pra você...

quero resolver
tudo ao meo redor eu quero resolver
                pronto pra lutar
                acordei assim, pronto pra lutar.

nada pra amanhã
não vou deixar nada de hoje pra amanhã
                a não ser você!
                amanhã vai ser você e só você!

Melhor, só se você estivesse aqui (agora!)...
Melhor, só pertinho de você (agora!)...
Melhor, só se a gente se beijasse aqui (agora!)
Melhor, vem que eu mostro pra você (vem embora!)...





Sunday, 3 January 2010

Quase pior que estar preso
É estar trancado do lado de fora.
Todos os rumos convidam,
Mas já não é mais escolha ir embora.

É a liberdade às avessas:
Qualquer caminho me cabe,
Só que eu queria estar preso e
Quem tem a chave não sabe,
Ou sei lá.

Vida pra mim é memória.
Quando não lembro um passado eu invento.
Pouco me importa o futuro.
Perde-se a pressa na falta de tempo.

É a liberdade às avessas:
Qualquer caminho me cabe,
Só que eu queria estar preso e
Quem tem a chave não sabe,
Ou sei lá.

Saturday, 2 January 2010


é de porta aberta que eu recebo todo mundo.
nunca vai faltar café e assunto.

sou dos que visitam e adoro uma visita.
não vai ter cigano que compita.

vamos chegando, que a casa é sua!!
que é que cê conta? cadê o fulano? cê viu a lua?

e a chuva ontem? de manhã cedo...
se eu não me engano, morreu alguém!
meu deus, que medo! e olha o trovão...



a chuva mais forte sempre vem daquele lado.
deixa eu ir se não chego molhado

Thursday, 18 June 2009



eu adoro contemplar
um cadáver estelar
na lua nova!

luz que pisca é avião
e é legal na escuridão
mas não dá pra comparar
com um cadáver estelar

eu adoro contemplar
um cadáver estelar
na lua nova!

seu mistério de brilhar sem estar lá
me faz pensar que não existe tudo que há!

eu adoro contemplar
um cadáver estelar
na lua nova!

na lua cheia também tem
mas é na nova que é melhor pra olhar

eu adoro contemplar
um cadáver
estelar
!


tem um sobrinho de um tio meu (que não é primo meu),
que diz que vai a pé, daqui, até o infinito...

tem um sobrinho de um tio meu (que não é primo meu),
que diz que vai a pé, daqui, até o infinito... E volta!

e eu não acredito! eu não acredito!! eu não acredito!!!

ele pode ir.
mas voltar duvido!


teu pai
foi de bicicleta a-
té o fim do mundo
procurando a mulher certa.

voltou
dentro d'um fogue-te,
com a tua mãe do lado
tomando sorvete.

tua mãe
vivia sonhando.
desenhou você enquanto
tava namorando.

você
veio pra dar festa.
nunca ninguém viu
felicidade como esta

nunca ninguém viu
felicidade como esta

Wednesday, 17 June 2009


não olha pra mim, não chega perto,
que eu sou parte de um projeto que é segredo
posso te contar sem medo, mas vai te custar um sono, ou
pelo menos uma tarde pra pensar no que é o futuro,
se é uma noite que vem vindo ou se é o dia que que ela traz.
se é pra sempre ou nunca mais.

quem me olha não me vê.
(não quero isso de você)

não olha pra mim, não chega perto,
que eu sou parte de um projeto inacabado.
tudo que imagino eu guardo, não tem sonho que abandone,
entre as fábulas e os fatos eu me jogo e me misturo.
vivo um pouco em cada mundo, meio louco e meio são,
no real e na ilusão.

quem me olha não me vê.
(não me olha sem me ver)

não olha pra mim, não chega perto,
que eu sou parte de um projeto muito caro.
tenho um gosto meio raro e quase nunca me apaixono,
mas nem Vênus acredita quando às vezes me aventuro,
perco o prumo e vou com tudo, me consumo até meu fim.
pra mim, tem que ser assim.

quem me olha não me vê.




Era de plástico o revólver.
Eu imaginava a bala e apontava pro seu coração.

Eu tinha oito e ela nove.
E eu jurei que ia matá-la se ela não me desse um beijo não.

Naquela hora quem morreu fui eu.
Ela chorou e o beijo não me deu.
Falou que não gostava mais de mim.
E até hoje eu morro assim!

Thursday, 19 February 2009



antes escondido numa pedra de carvão
que exibido num dedo sujo em sangue,
arrancado por punição, só porque ela não quis vender-se e
entregou-se, seguindo seu coração...
foi de graça pra morte.
melhor sorte teria sem se iludir em querer fugir
com amante de amante, por amante...

pobre diamante sou.

Wednesday, 16 July 2008

video
Jazzabranca

Monday, 5 February 2007

adubando

passei essa tarde
adubando a cabeça
pensando sementes
e olhando às avessas
fui vendo as raízes
nascendo e crescendo
no umbigo da lámpada
de um pensamento

aumentei o volume
atendendo ao comando
das mãos que escutavam
tremendo e coçando,
guardando segredos
debaixo das unhas,
cuspindo o rabisco
de quem me rascunha.

Além de linda

Além de linda
Sabe que um balé...
     são frases feitas por um pé
     que é bom de ouvido.
Sabe que é sagrado o ser profano e proibido.

Além de linda
Sabe que entre a cor...
     e preto-e-branco há como impor
     a luz da idéia.
Sabe retratar os bastidores da platéia

Além de linda
Sabe que o lugar
     de cada coisa pode estar
     sendo alterado.
Sabe o relativo como um permanente estado.

acordes finais

E de repente aparece
Do meio do nada
Uma voz...

Que grita com as pedras
Como se elas fossem ouvir,
Que canta pras flores
Como se elas fossem se abrir,
Mas que se emudece
Diante do espelho do Sol...

E de repente acontece
Do meio de um susto
Um nós...

Que pensa em partes
O que não dá pra dividir,
Que entra sem se preocupar
Se vai ter que sair,
Mas pensa muito em terminar
O que nem começou...

Quem tem os acordes finais
Que cante se achar que é capaz...
Que cante se achar que é capaz...
(Quem tem os acordes finais?)

a dormir

No mais branco dos Domingos
Eu até andei na chuva
Cumprimentei cães em english
Quase assoviei seu nome

Vou me deitar
Num banco de uma praça
Pra ver se de repente
Você passa e me acha
A dormir

FIz do meu peito teu vaso
Do teu acaso meus planos
Carrego em planos meus restos
Que nem detesto nem beijo
Te me despejo pelado
Querendo ser ter um fardo
Enquanto aguardo tua boca hospital
Sonho emprestado

Vou me deitar
Num banco de uma praça
Pra ver se de repente
Você passa e me acha
A dormir

Sunday, 4 February 2007

à maré

Eu cheguei à praia e
olhei o mar
três vezes...
até decidir
    e voltar pra trás
    sem molhar os pés.
Eu e o mar ali,
e eu voltei pra serra e...
e mandei.
    Sei nadar,
    mas, o mar...
    Deu medo em mim.
        Eu que sei.
Era a possibilidade
de um choque, uma infratura,
um derrame... uma fissura...

E engolia seco,
e engasgava a fala,
e ninguém percebia
quando eu ria:
- Quem sou eu pra mar?
Quem sou eu?
    Quem sou?
        Hein?
            ¿Quem?
Deixa eu quieto aqui,
que se mar me quer,
tudo bem...
que se mar me quer,
mar me tem...
Acho que esperar a maré
        pode me fazer
            bem.

a lua e você

assim como a lua não presenteia
a todas as noites com seu lindo luar
você não está presente em todos os meus sonhos
pra eu poder sorrir quando acordar
mas a noite tem as estrelas a quem recorrer
quando a bela lua lá não está
já eu de menos sorte não tenho a mais ninguém
não me restando assim nada além de chorar

A la cigana

Uma cigana falou pro meu amor
Que eu ia ser bom marido.
Fui obrigado a casar só pra provar
Que a velha tinha mentido.

Nem toda curva que pego faço bem,
Mas viro onde dá vontade.
Dificilmente o malandro perde o trem.
Só quando quer chega tarde.

Das duas opções que ela me deu
Eu escolhi a terceira.
Esse fim-de-semana
Eu chego quarta-feira.