Thursday, 30 July 2020

A fecidade ia pela praça

Era uma vez uma outra vez, tarde da noite. Uma felicidade ia atravessando uma praça muito escura. Não sabia que estava escura, porque ia de olhos fechados. Aquela felicidade se guiava pelos ouvidos. Seguia barulhinhos ou era arrastada por músicas. Sorria em direção a qualquer som que lhe agradasse, qualquer melodia que a deixasse arrepiada a carregava. Não vivia sem arrepios e às vezes quase morria a sentir falta de rir. Música -o mundo está redondo de saber- não é coisa que a gente vê em qualquer quando. Às vezes a gente ouve, mas não escuta, fica procurando escutar, mas não vê um pingo de i sequer na mensagem e se desliga do momento, perdido na procura. Essa felicidade sim, via letra onde só tinha um pingo. Não se perdia fácil e sempre achava um jeito de rir, com aquela audição apurada, que interpretava os ventos e sabia das notas do fogo. Raríssimas felicidades pulsavam no tempo do mar como essa, sendo que algumas ainda nem chegaram a ouvi-lo.

 

Essa felicidade às vezes se deitava para reparar melhor a terra, com os sons dos passos de insetos, das folhas caindo, reparando os farfalhares distantes avisando a volta do vento, os chiares apontando para que lado estavam as ondas de um mar ou uma corredeira de rio, e era assim que se mexia. Fome, sede e paixão a moviam. Ela ouvia e, se gostasse, ia pra lá, fosse lá onde tivesse que chegar. E quando não ia pra lá, ia no sentido oposto, pelas paixões de si mi ré lá, aiai. Alguns sons a levavam tão longe das ondas, por cavernas tão longe das folhas, por profundidades tão densas, que ela quase não voltava. Certa vez quase se afogou num ohm. Foi uma daquelas vezes em que achou que não estava ouvindo mais nada, que estava apenas insistindo com o tempo, procurando aquele som que, até instantes atrás, seguia de perto, quase ao alcance de um toque. Nessas horas de desgosto, primeiro, tinha a sensação de que não ouvia nada além de si mesma, então ia perdendo o sorriso sem perceber, finalmente sentindo um arrepio que não era bom. No instante em que entendia que já não conversava com sentidos, mas com lembranças, não mais se reconhecia em si. Era comum um deja vu, que lhe fazia bem ao provocar que pensasse e realizasse que aquela melodia tinha sumido, acabado ou morrido, e pronto. Quisesse mais, fosse atrás de outra. Outro arrepio bom. E achava outro assim, num estalar de ideias. Escolhia outro disco pela capa e ia brincar de perto. Mas isso era distração leve, diferente daquela, vibrante e quase magnética, que arrastou-a através daquela praça inteira sem que reparasse a lua subindo no céu, os ratos subindo nos bancos, os gatos caçando nas moitas, as baratas em banquete, a fonte desligada, a coruja, os morcegos e, uma hora, a chuva.

 

Mas, de repente, aquela melodia parou, e a felicidade deteve o passo, e todos os sons do momento a assaltaram. Ela estava em outro tempo e, de susto, todas as ondas sonoras daquela praça naquela noite a atingiram. Tudo, mais os grilos, mais uns besouros, mais umas mariposas batendo asa em lâmpadas frias, rodopiando com a felicidade, que relutava em se deixar dançar por aquele convite invasivo. Ela queria de volta aquela melodia que acompanhava, queria uma continuação, um algo além do que se oferecia. Onde estaria agora aquele "lá" aonde ela achou que ia chegando? Focou nos grilos tentando sintonizar-se consigo mesma e, instantes depois, já estava rindo de novo, propositalmente se lembrando com ajuda da paisagem sonora. Primeiro sentiu dó, rindo ao ter de volta os pés no chão, então inflou o peito, já com revigorada pulsação, e voilá. Abriu os olhos.  Achou graça um pouco além da conta para uma noite tão típica. Adormeceu assim que relaxou, no chão, mais especificamente na grama, primeiro pensando no que poderia ouvir na lua, depois sonhando com flautas que faziam chover. E choveu. Ficavam os ratos se questionando enquanto a observavam: choveu para que ela dormisse gostoso ou ela dormiu gostoso para que chovesse? E choveu até amanhecer. A felicidade acordou várias vezes, voltando a dormir de cansada e se levantou só quando deu fome. Um passarinho despertara seu apetite antes de despertar a ela própria. Aliás, eram duas coisas que com facilidade se viam naquela praça: a felicidade, seu apetite e os passarinho. Ainda que não em qualquer quando.

Saturday, 15 December 2018

EU não sei cuidar...

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Thursday, 1 November 2018

De longe pra dentro


Carta de quem vive longe,
para quem vive dentro!

Te quero abençoada,
não importa a data,
não importa o rumo,
não importa a estrada.

Te quero abençoada,
não importa o tempo.
Estarás por todo o sempre
iluminada!

Não será visível,
mas será notada,
minha energia
a ti enviada...

Seja arrepiando ou
dando uma acalmada.
Vou por todo o sempre
ter-te em mim, lembrada!

Saturday, 13 February 2016

antes
tu me encantavas
tu me inspiravas
te comparava até co'a lua e era assim

agora quando quero falar de você
eu mordo a língua

antes
o amor reinava
o amor brilhava
cantarolava pela rua e era assim

agora quando quero falar de amor
eu mordo a língua

sangre!
pra entender o meu sofrer, sangre!

Monday, 9 February 2015

montanha a beirar mar


nasci numa montanha,
cresci nessa montanta,
desci dessa montanha
pra ver o mar.

subi noutra montanha,
e em outras mil montanhas,
do alto de uma delas
eu vi o mar.

à beira-mar, à beira-mar...
eu tava finalmente
beirando o mar

à beira-mar, à beira-mar...
eu tava onde eu queria
beirando o mar

sentindo-me montanha
virei uma montanha
de dúvidas e idéias
a marejar.

se a fé move montanhas,
depois de umas façanhas,
a culpa faz montanhas
até voar!

despenhadeiro viro
por ter ainda um lado
que insiste que eu preciso
de entrar no mar.

a desfazer memórias,
desconstruindo histórias,
vou despencando aos poucos
ao me banhar.


r. 331 & 350

Wednesday, 27 November 2013

ajudai

ajudai, ó, pai,
quando da minha cabeça uma idéia sai
pela minha boca

sem que seja
bem pensada

ajudai, ó, pai,
quando falta a paciência e a auto-estima cai,
embaçando a vista

que essa esteja
amparada

pelos meus ouvidos
entre as vozes da razão
pelo meu juízo
tão treinado ao bem querer

pela proteção
que tem quem ama em boa-fé
pela garantia
de outra chance merecer


ref 466
ref 503

Friday, 20 September 2013

Ying-Bang

É tudo um YING-YANG,
É tudo uma só coisa e
Bem no meio um BIG-BANG!
No meio disso tudo...

Existir
Perceber
Refletir
Ser!

Um código binário.
Um todo enquanto parte.
Conteúdo e refratário.
Momentânea eternidade.

Friday, 5 July 2013

STRICNINA

todo aquele
a fugir da realidade
prejudica a si próprio,
aprendi com a idade.
mas depois que te encontrei
repensei a coisa toda e
se a teu lado eu sou um rei,
realidade que se fôda!

tudo aquilo
que me causa dependência,
eu devia evitar.
aprendi com a ciência.
mas depois que te encontrei
a regra caiu por terra e
viciado nos teus beijos
digo que a ciência erra
vez em quando

ai ai, menina,
de te ver já dá vontade!
e se eu exagero a dose
morro de felicidade!

stricnina
em pequena quantidade
serve como estimulante!
(uns preferem chocolate!)

ai ai, menina,
de te ver já tô sonhando!
teu olhar é estonteante e
me eleva pra outro plano...

stricnina
numa dose moderada
serve como estimulante,
é amarga mas não mata!
(não, não mata!)

[ por favor, não me socorre!
de alegria não se morre!]

ref. 362

Wednesday, 26 June 2013




ela,

ao rever seus valores, perdeu razão.

transformou-se em segredo.
recusou-se a sorrir por obrigação,
por não ter noção do perigo

entregou-se, seguindo seu coração...

foi de graça pra morte.
melhor sorte teria sem se iludir
em querer fugir...

com amante,
por amante,

de amante...
       pobre, de amante, errou.

eu,
preferia ser só pedra de carvão
que exibir-me num dedo

sujo em sangue, arrancado por punição,  
só que ela não quis render-se
 

e entregou-se, seguindo seu coração...
foi de graça pra morte.

melhor sorte teria sem se iludir
em querer fugir...

com amante,
por amante,

de amante...
       pobre, de amante, sou.

Friday, 21 June 2013

RES PUBLICA




SOBRE A "RES PUBLICA"!

A gente pede paz,
O povo quebra tudo.
A gente atrás de acordo.
O povo atrás de escudo.
A gente é estratégia.
O povo é revelia.
AINDA BEM QUE A GENTE AINDA É A MAIORIA.

POLÍTICA NÃO TEM QUE SER CARREIRA ALTRUÍSTA!
mas ninguém mais aguenta essa política cambista!
A gente com cartazes leva ideias, mostra planos.
O povo enfrenta gases, leva tiro e causa danos.

A gente pede a conta.
O povo paga caro.
Tem gente de carona.
E o povo a queimar carro.
Nos mandam chumbo grosso,
pra encurtar conversa.
Mas não se puxa o broto pra que cresça mais depressa.

É o povo nos mostrando que educação faz falta.
SÃO SEM-EDUCAÇÃO BOTANDO EDUCAÇÃO EM PAUTA!
A sua liberdade acaba onde a minha começa.
Com sociologia o povo aprenderia essa.

Sim somos responsáveis pelas mãos que nos degola.
Sabemos da cachaça na merenda da escola.
Me orgulho desse povo por mostrar tanta energia!
Mas só com educação teremos A SOBERANIA
SOBRE A "RES PUBLICA"!

A gente pede apoio.
O povo cobra errado.
A gente escreve em faixas,
o povo deixa o recado.
Lembrando que a gente está com o povo... do mesmo lado!



http://www.camara.gov.br/mercosul/brasil.gifSim

Thursday, 13 June 2013

Sin papeles

http://ak6.picdn.net/shutterstock/videos/2089847/preview/stock-footage-seamlessly-looping-motion-features-a-rotating-blue-marble-earth-globe-against-a-black-background.jpgNo me quieres.
Sin papeles, no me quieres.

No te sirvo.
Sin papeles nada soy...

Te molesta y no me quieres
sin papeles como estoy.

Pues, sigo viaje.
Como vine voy...



Marginal, pasional,
cosmorregional.



Lo quieres es el mundo en tus cajones,
entre fechas, convenciones, burocracia y
frialdad.

Lo que quiero es por el mundo seguir libre,
entre gentes y paisajes, emociones,
realidad.


ref: 353

Wednesday, 29 May 2013

Humus!

Como você
eu tenho meu jeito próprio de ver
as coisas pelo avesso, sem virá-las.

Como você
eu tenho meu jeito próprio de ser
normal, igual a todo mundo, louco.

Como você
eu tenho meu jeito próprio de crer,
que nem um aborígene, mentalizo.


Como você
eu tenho meu jeito próprio de arder,
quando me pedem lágrimas, dou meu riso.


Certos, por diferentes causas,
vamos, por diferentes rumos,
indo, com diferentes pausas,
até virarmos todos humus.

Então, por diferentes causas,
que tal, por diferentes rumos,
viver, com diferentes pausas,
tratando bem a todo mundo?
que tal?



ref:345

Friday, 17 May 2013

Sacrifícios

Sacrifícios
quando voluntários
não são sacrifícios mais.
São prazeres
extraordinários
justamente pra quem faz.

Não sendo assim,
não têm valor.
Não sendo assim,
não quero, amor.

Sacrifícios
quando voluntários,
não faz diferença
se contrários,
a tabus,
a palavras ditas antes de um café,
a jesus,
a qualquer que seja outro dos vieses...
não faz jus.

Não quero dor.


ref. 337

Wednesday, 3 April 2013

Martelo


Martelo

todo dia pedra
porque assim disseram
que era pra fazer...

Certeza
que há quem use pedra
pra bater em prego
por ouvir dizer...

que não há nada a fazer!
Não há o que fazer!
 

Há muita pedra a quebrar
e eles não quererem te ver
a pensar
...

Do ponto de vista da pedra
cada martelada é um despropósito a ruir.

Do ponto de vista do prego
o martelo é nada menos que a razão de existir.

Do ponto de vista da pedra
outra pedra bastaria pra fazer aquilo a li.

Do ponto de vista do prego
é na martelada que ele tem seu mantra e seu devir.

Um prego
dentro do sapato
me atrapalha o passo
e eu reflito enfim:

Martelo,
todo dia pedra,
a sentir-me um prego,
esperando a morte
martelar em mim.


Tudo que eu faço é entortar!

Só faço entortar!

Há muita pedra a quebrar 
e eles só quererem te ver
funcionar...


Já chega!
Chega de martelo!
Chega de ser prego!
Sou o que eu quiser!


Pandeiro,
Panela,
Peneira
Até mesmo pedra!
Sou o que eu quiser!


Canteiro, 
Canela,
Cadeira,
Até mesmo sonho!
 
Sou o que eu quiser!


TÔ DECIDIDIDO A BRILHAR!
VOU ME LAPIDAR!
VOU ME LASCAR PRA CRESCER!
VOU ME LASCAR PRA SUBIR MEU VALOR!


ref. 293
==========



"Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?"
(Leminski)

Friday, 1 March 2013

pela minha cabeça


passa pela minha cabeça
que não adianta só que o dia amanheça!
tenho que lançar meu barco ao mar tendo um rumo
e pode ser que à noite que a maré favoreça!

passa pela minha cabeça
que não adianta que um milagre aconteça!
tem que ser um fruto do meu próprio esforço!
PRA QUE EU VALORIZE TEM QUE SER RECOMPENSA!

se eu quero
não peço
nem espero...
faço por merecer!

se eu quero
conquisto!
não espero...
faço por merecer!


Tuesday, 15 January 2013

coisa pouca

http://ak.picdn.net/shutterstock/videos/3162130/preview/stock-footage-old-clock-vintage-rusted-clock-with-pendulum-working-on-a-black-background.jpgMuito muito muito 
eu quero voltar a te ver!

Eu quero entender...

Como pode
uma coisa pouca como um dia
valer uma vida inteira?

como pode
uma coisa pouca como um dia
pesar uma vida inteira?

como pode
uma coisa pouca como um dia
mudar uma vida inteira?

como pode
uma coisa pouca como um dia
acabar uma vida inteira?

 ref: 246

Friday, 11 January 2013

Nada se perde

Nada se perde.
Tudo se transforma.
Seja consciente!
Olhe à sua volta!


 ref. 246

Thursday, 29 November 2012

deep in my heart

deep in my heart,
you are...

makin me feel
alive...

givin me sweet
surprise...


makin
meaninful...
my existence!

ref.: 220

Sunday, 25 November 2012

Minha condição



Quando amanhã começar,
juro que vou repensar minha condição!

Até lá,
vai ter jeito não!

video ref.: 26

Eu sonho um céu


A alegria de ver-te me arrebata!
Me arrepio a pensar que estou tão perto.
Nessas vontades, eu travo uma batalha...
Eu sonho um céu, cá do quinto dos infernos!

Eu sonho um céu, cá do quinto dos infernos!

(video ref.: 25)

Wednesday, 14 November 2012

meia num só pé

estava o gelo derretendo na cozinha,
do lado de uma garrafa,
dentro de um copo de vidro;
enquanto eu, vestindo um só pé de meia,
no quarto, tava mandando uma mensagem pra você.

vim de te dar os parabéns!
vou calçar-me e vou brindar-te!
a memória é uma arte,
meia num só pé faz parte!

Tuesday, 23 October 2012

roubando sorte

primeiro, espero um alvo.
depois, escolho a flecha.
só então estudo o vento
e, enfim, acho uma brecha.

é assim
que eu me defendo
é assim que enfrento a morte.

é assim
que eu me alimento
é assim, roubando sorte.

Friday, 19 October 2012

Mareia


Tem que tombar
com as ondas do mar. 
Marujo tomba, ê!

Bom marinheiro
sabe tombar!
Marujo tomba, ê! 

Entende o vento.
Entende o mar.
Marujo velho, ê!

Olha pro céu
pra terra encontrar.

 Marujo velho, ê!
 
 

Muda maré
se a lua virar.

Mareia canoa.


Tem que aprender
se o vento bater.Canoa mareia.

Thursday, 4 October 2012

pouco tem quem muito quer


pouco tem quem muito quer
passar vontade é coisa de louco
que não tá com nada…

tudo pode quem souber
passar vontade é coisa de louco
e não tá com nada…

presta atenção
no que você já tem.
no que você já é.

tenha sapatos mas
saiba andar sem!

se é possível, corra atrás.
se é provável, chegue andando.
se é certeza, fique em paz,
e agradeça pro seu santo!

Friday, 28 September 2012

Without existing!


Invisible thoughts,
Invisible beings...
Sometimes having dreams,

We're like the dead stars:
Untouchable things...
We're magic bass strings!

               Surprisingly wave! 
               Surprisingly weight!
                    We're sudden matter!

               We're basicly grave!
               We're basicly great!
                    And getting better!

                                Without existing!

Astonishingly
We're gone and still here.
     We're gods having fun!

Everlastingly
We're vibes they can't hear.
     They need us to drum!

               So we drum!
               So we drum!
                    Everlastingly!

               We do drum!
               We do drum!
                    Astonishingly

                                Without existing!

Monday, 10 September 2012


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Assim,
direto de um ponto a outro,
não dá.

Assim,
logo em linha reta o traço,
não sei.

Sou como um rio
que obedece a lei de descer.

Ou uma folha
que obedesce a sede do sol.

Não há nada reto em mim.
Nada reto é natural.




Na natureza nada é reto assim.

Friday, 31 August 2012

prece com fundamento


beijaria
morderia
a gemer e rir...
se pudesse estar com ela aqui agora,
sassenhora! ia ser demais!

eu queria
só que ela
estivesse aqui...
minha prece tem profano fundamento,
vai com o vento e o com vento traz.


VOA BRISA
VOLTA BRISA
OLHA A BRISA
QUE DELICIA


vou mais cedo
ou mais tarde
ter a brisa aqui...
agradeço pelo doce que já trouxe,
mas tem doce que nunca é demais!

eu queria
que outra brisa
trouxesse ela aqui...
lembro os olhos, lembro a boca, lembro tudo.
fico mudo!...

ia ser demais!!

SASSENHORA!

Tuesday, 24 July 2012

finalmente a repetição

face, white, black, background, web, wallpaper, baby, desktop, girlsfinalmente a repetição
como novidade
finalmente novamente o chão
com suavidade

sou daqui
mas prefiro lá
venho aqui
pra poder lembrar

finalmente a repetição
finalmente a calma
novamente simplesmente o chão
dessa vez sem trauma

sou daqui
mas não vou ficar
venho aqui
só pra passear

finalmente novamente simplesmente a repetição
finalmente novamente simplesmente tudo uma vez mais





Friday, 20 July 2012

se assim dá certo

Bebo um pouco agora.
Outro pouco logo mais.

Danço um pouco agora.
Outro pouco logo mais.

Roço um pouco agora.
Outro pouco logo mais.

Como um pouco agora.
Logo mais eu penso um pouco...

Como não
continuar fazendo todo o resto assim?
se assim dá certo, fala,
como não
continuar fazendo todo o resto assim?
se assim dá certo,penso

Desse tanto agora.
De outro tanto logo mais.

Desse jeito agora.
De outro jeito logo mais.

Dessa altura agora.
De outra altura logo mais.

Balanceio agora e
sempre que precise,penso

Como não
continuar fazendo todo o resto assim?
se assim dá certo, fala,
como não
continuar fazendo todo o resto assim?
se assim dá certo, penso

Tuesday, 12 June 2012


mandaram vir, eu vim.
agora eu quero ver
o que é que tem aqui.
que valha a vinda!

mandaram ler eu li.
agora eu quero ver
o que é que eu aprendi.
que valha a lida!

agora mando eu!
ao menos penso assim!

Thursday, 7 June 2012

el libriano



quem foi que disse que
vermelho não pode?
por que não?
quem foi que disse que
não vou me dar bem?

quem foi que disse que
vermelho não pode?
por que não?
quem foi que disse que
mudar não convém?

É pagar pra ver
quando há o que apostar!
quando ao se perder
tem-se o que ganhar!

custa caro ser
o que a gente quer.
sabe-o quem o é,
não quem pensa estar!

quem foi que disse que
vermelho não pode?
por que não?
quem foi que disse que
vai ficar ruim?

quem foi que disse que
vermelho não pode?
por que não?
quem foi que disse que
não dá certo assim?

Tenho que pagar pra ver!
Tenho o que apostar!
Vejo que ao perder
tenho o que ganhar!

custa caro ser
o que a gente quer.
sabe-o quem o é,
não quem pensa estar!

Friday, 18 May 2012




A gente cresce!
O mundo continua do mesmo tamanho!
A gente sofre e faz de conta que esquece.
A gente sabe e faz de conta que é estranho.


A gente cresce!
O que não muda já não tem cabimento!
O que não passa já não tem mais sentido!

Dentro de nós
temos nossos destinos.

Dentro der nós
temos nossa dor
propulsora.

Dentro de nós
infinitos sentidos.

Dentro de nós
temos nosso jazz
que nos doura.

A gente cresce!
O mundo continua dando conta mas xia!

smoke and drinks and dreams and lies



I don't know why.
I don't know by whom,
It was told you...
Someone told you
I wouldn't drink anymore...
I wouldn't smoke anymore...
I would change!
I would change!

I'm so sorry!
This story,
it can't be.
That's not me.

I've got many
more important things
to think about right now,
like love...

Why do I love so much
if I can't touch
my love!

so much smoke...
so many drinks...
so many dreams...
so many lies...
so many we...

Wednesday, 25 April 2012

Era hora!



 








Era hora!
Escutaram sua prece!
Mas, menino!
Quase que não acontece!

E agora?
Que fazer com tanta graça?
Ah, menino!
Pra isso que o tempo passa!!

Sê feliz!