Thursday, 18 June 2009



eu adoro contemplar
um cadáver estelar
na lua nova!

luz que pisca é avião
e é legal na escuridão
mas não dá pra comparar
com um cadáver estelar

eu adoro contemplar
um cadáver estelar
na lua nova!

seu mistério de brilhar sem estar lá
me faz pensar que não existe tudo que há!

eu adoro contemplar
um cadáver estelar
na lua nova!

na lua cheia também tem
mas é na nova que é melhor pra olhar

eu adoro contemplar
um cadáver
estelar
!


tem um sobrinho de um tio meu (que não é primo meu),
que diz que vai a pé, daqui, até o infinito...

tem um sobrinho de um tio meu (que não é primo meu),
que diz que vai a pé, daqui, até o infinito... E volta!

e eu não acredito! eu não acredito!! eu não acredito!!!

ele pode ir.
mas voltar duvido!


teu pai
foi de bicicleta a-
té o fim do mundo
procurando a mulher certa.

voltou
dentro d'um fogue-te,
com a tua mãe do lado
tomando sorvete.

tua mãe
vivia sonhando.
desenhou você enquanto
tava namorando.

você
veio pra dar festa.
nunca ninguém viu
felicidade como esta

nunca ninguém viu
felicidade como esta

Wednesday, 17 June 2009


não olha pra mim, não chega perto,
que eu sou parte de um projeto que é segredo
posso te contar sem medo, mas vai te custar um sono, ou
pelo menos uma tarde pra pensar no que é o futuro,
se é uma noite que vem vindo ou se é o dia que que ela traz.
se é pra sempre ou nunca mais.

quem me olha não me vê.
(não quero isso de você)

não olha pra mim, não chega perto,
que eu sou parte de um projeto inacabado.
tudo que imagino eu guardo, não tem sonho que abandone,
entre as fábulas e os fatos eu me jogo e me misturo.
vivo um pouco em cada mundo, meio louco e meio são,
no real e na ilusão.

quem me olha não me vê.
(não me olha sem me ver)

não olha pra mim, não chega perto,
que eu sou parte de um projeto muito caro.
tenho um gosto meio raro e quase nunca me apaixono,
mas nem Vênus acredita quando às vezes me aventuro,
perco o prumo e vou com tudo, me consumo até meu fim.
pra mim, tem que ser assim.

quem me olha não me vê.




Era de plástico o revólver.
Eu imaginava a bala e apontava pro seu coração.

Eu tinha oito e ela nove.
E eu jurei que ia matá-la se ela não me desse um beijo não.

Naquela hora quem morreu fui eu.
Ela chorou e o beijo não me deu.
Falou que não gostava mais de mim.
E até hoje eu morro assim!